terça-feira, 28 de abril de 2015

# três, trinta e seis, milhões de dias, biliões de horas, infinitos segundos.

Tenho tantas perguntas, tenho tantas questões que acordo sem forças. Tenho noção que temos crescido juntos, como o tempo passa. Como se ontem fosse esse dia, as primeiras palavras estivessem em mim. Repetia tudo, sem tirar qualquer lagrima, sem tirar qualquer amor, sem tirar qualquer mau humor, sem tirar qualquer tipo de sorriso dado com toda a força. 
É impossível esquecer o tempo, e com alguma percentagem de certezas ( mesmo que sejam poucas dentro de mim que acreditem nisso ) não há nada que não seja nosso e não volte a ser nosso. 
Espero que quando essa percentagem ocupar grande parte de mim, e tornar-se em força que me faz mexer, levantar, acordar e de bom humor ( o que já não deve tardar muito mais tempo ), sentires que a minha presença deixou de estar lá, espero que saibas que és o meu grande amor. 
Não te esqueças destas palavras, serão importantes para ti. 

Pensou: não há nada pior que alguém que te rasgue por dentro, alguém que te roube o melhor de ti, alguém que te apague o sorriso e a vontade. Nem sempre a vida é a direito. Os precipícios existem para nos despenharmos a duzentos quilómetros por hora, ou aprendermos a voar. As falhas são inevitáveis. Os erros são inevitáveis. O desamor é inevitável. Às vezes. Tantas vezes. A melhor forma de apagar quem dói é chegarmos à conclusão que não merecemos essa dor. Evitar. Erguer. Olhar em volta e percebermos a necessidade de voltar a respirar o ar puro que é a esperança. Acordar o sangue nas veias para que volte a vibrar pelo corpo. Preencher os vazios com a beleza dos dias que acontecem à nossa volta. Respirar. Com vontade genuína de viver. Sem fantochadas. Guardar as lágrimas na algibeira - se vamos chorar, que seja por algo, ou alguém, que valha a pena. Se vamos berrar que seja por alguém que nos queira ouvir. Se vamos amar que seja por alguém que mereça esse amor. Talvez porque a razão não escolhe. Talvez porque o coração não escolhe. Talvez porque depois de carregada, essa arma só pode ser disparada. Cuidado. Antes viver de amor, que morrer do mesmo. O cheiro das saudades não aparece na autópsia – dizem. E se tacteamos o precipício que seja para olhar os pássaros e aprender a voar. Quem sabe, meu amor, se não te encontro nesse voo rasante. " in PedRodrigues. 

a ( tua (ex-) ) namorada.

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