domingo, 8 de novembro de 2015

Meio e três.

Hoje sofro calada. A maioria deste tempo sofri calada e já la vai meio ano. Meio ano deste pesadelo. Não tem outro nome, nem eu consigo pensar num outro adjectivo para qualificar este tempo. Perdido ? Se calhar não. Encontro-me a cada novo nascer, escondo-me a cada deitar. Não consigo não ter saudades e cada vez mais escondo isso. Escondo com medo da reação das pessoas ao saber que ainda te amo, que ainda penso em ti, que ainda és a primeira pessoa que eu penso quando acordo e a ultima que me lembro quando vou dormir. Por incrível que pareça ainda és o raio do homem que persiste em dominar os meus sonhos. 
Não sei se estou farta deste compasso de espera pelo tempo passar, se estou farta de estar sem ti. Cada vez a distância que nos separa é maior e não vejo nenhum vento que te traga. 
Não sei se pensas em mim, não sei se me vês ao teu lado quando vais dormir ou quando acordas, não sei se pensas e vês imagens nossas. Não sei nada , e procuro procuro. " quem muito procura, pouco acha. " e não é que é tão verdade. 
Tentei seguir sem ti, estar com um novo alguém, que descartei  porque não eras tu que estavas lá. Não era o teu cheiro, a tua voz, o teu corpo, o teu cabelo, os teus olhos, os teus labio, o teu sabor , não eras tu. 
So quero o melhor para ti e obrigada por estes 3 anos que passaram a correr. 
Um beijo com eterna saudades dos teus lábios, 
Quem nunca te esquecerá por seres o meu amor. ( porque paixões há muitas.  ) *